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sexta-feira, 27 de março de 2009

Prazer e Dever!

O sangue quente escorre pela face
Não se sabe quem foi que atirou,
mas sabe-se o motivo: Prazer e Dever!
A identidade do assassino é ocultada pela sua inocência
É criança ainda, mas já é empregado e gosta do que faz
Trabalha para um pequeno empresário do bairro onde mora
Repassa os produtos aos clientes de toda espécie
Toma conta do negócio como gente grande
Sua segurança é garantida com a arma que carrega
Seu olhar de criança lhe garante certa vantagem nas brigas
Nunca havia matado, mas naquela noite teve que matar
Nem conhecia o defunto, mas seguia ordens. Era seu serviço
Sentiu prazer em vê-lo deitado e sem vida naquela calçada suja
Sentiu poder com a força do disparo
O coração bateu forte e rápido
E pensou:
-Sou homem agora, sou assassino de homens.
-Meu respeito está garantido. Ninguém mais vai zombar de mim.
-Sou devoto de um santo que me perdoa a todo instante.
-Matei, e sei que vou matar outras vezes.
-É prazeroso matar, e todos sabem disso.
-Principalmente porque ninguém mais liga pra vida de ninguém.
-Agora, arrependido peço perdão a meu santo e limpo me preparo para matar novamente.
E assim acontece todos os dias
Homem a Homem vivem o máximo de seus prazeres e deveres
Com a certeza do perdão de amanhã.
Pena que para a morte há somente uma direção.

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