Em meio a redescobertas redescubro-me a mim mesmo por entre escombros e entulhos de minha própria existência. Descrente nas pessoas, descrente no governo, descrente de minhas próprias crenças vivo pairando sobre mim mesmo procurando me compreender assumindo o risco de me perder por entre portas e labirintos de uma tempestade que se anuncia do fundo de meu peito. Gozo a vida e cada instante de prazer que tenho de viver. Amo as pessoas sem ao menos saber se realmente o que sinto é verdadeiro e legítimo, sem saber se realmente sou eu quem sou esse que pensa e que sente. Me desloco de mim mesmo a todo tempo, mas sei que ainda estou aqui. Ainda há esperança para um mundo melhor? A podemos contar que as pessoas um dia irão redescobrir-se no outro e amar-se sem pensar no amanhã? Ainda é tempo? Tempo de quê?