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domingo, 14 de junho de 2009

Algo por dentro me aprisiona. Às vezes me sinto como um marionete seguindo os movimentos de alguém ... ou de alguma coisa. É horrível esta sensação, sentir se preso em si mesmo. Quero me libertar de algo dentro de mim. Mas como posso fazer isso? Alguém sabe como quebrar as correntes e mordaças que imobilizam, de dentro pra fora, parte de nossa vida? Que cega parte de nossa visão? Vejo, mas vejo turvado. Algumas pessoas me lançaram ao abismo e não vi seus rostos. Ou fui eu mesmo que pulei?
Meus pensamentos andam perdidos em meio a vozes de vários tempos. Sobre o amor entendo pouco. Não sei amar, não sei quando amar, não sei como amar. Alguém sabe? Alguém vai me perguntar: “De que amor você fala?” De todos! Somos tão racionais assim? O positivismo está tão penetrado em nossos códigos mais íntimos que, mesmo sem muita consciência, fragmentamos tudo em mil pedaços? Alguma coisa me dói e sei que tem algo relacionado ao amor. Mas amor a quê ou a quem? Tenho pistas sobre o que está acontecendo e vamos ver as coisas mais claras, mais nítidas aos olhos que agora parecem estar dormentes. Olhos que se restabelecem de um sono denso e silencioso.
Por que as pessoas se incomodam tanto com as vidas alheias? Não pensem que fico de fora, pois, me incluo nesta análise. Por que dedicamos tanto tempo de nossas vidas tentando entender, julgar, monitorar, impor, ajudar, fetichizar, sentir pena, penalizar, desejar, ridicularizar, rotular, etecetara e tal da vida alheia? Será que isso dá algum tipo de significado à nossa própria vida? Qual seria esse significado? Nossa vida em si mesma já é complexa de mais, por que então dedicamos boa parte dela a especular sobre o outro? Se estamos com alguém as pessoas já querem saber que tipo de relacionamento existe. Se caminhamos em uma direção muitos já perguntam onde queremos chegar. Entendo que, se não fosse pelo outro, nossa vida não faria sentido. Conseguem se imaginar habitando um mundo em que somente há você vivendo nele? Nossa imaginação até nos permite a pensar em tal realidade, mas não nos permite sentir como seria. Mas por que, com tantas pessoas se interessando por nossas vidas, vira e mexe, nos sentimos os seres mais sozinhos desta vida? Por que a solidão acompanha cada coração como se fosse a sombra de um fantasma prestes a nos assombrar? Devemos não acreditar em fantasmas? Pois bem, acreditem no que seus corações sentem e deixem a vida do outro seguir sem seus julgamentos. Ouça os ecos de sua vida e sinta seus próprios pés. Para onde estão te levando? Não perca tempo com os pés alheios. Deixem que caminhem!