Odor e demência
Cada vez fica mais claro o quanto estamos doentes.
Doentes enquanto espécie, enquanto seres humanos que somos.
A demência nos consome cotidianamente e na maioria das vezes nem nos damos conta disso.
O que podemos fazer?
Nos rendermos a essa demência silenciosa?
O que não devemos fazer é ficar parados enquanto enlouquecemos, enquanto despejamos no mundo nossas imundícies e estupidez.
Consegue sentir o cheiro ruim que exala daquele rio perto de sua casa?
Pois bem, esse cheiro ruim não é do rio.
Esse cheiro podre que você sente é seu, meu ... nosso cheiro que vêm de nossa demência cotidiana e que despejamos no rio e o impregnamos com nossa doença.
Doença esta que aos poucos nos consome e consome também os lugares, os seres e as energias que habitam esse mundo.
Quando passar novamente perto daquele rio lembre-se: o cheiro que você sente é seu próprio cheiro e quando esse odor fétido não existir mais em nenhum lugar.
Quando nossa espécie encontrar o caminho de reconexão com esse mundo que nos abriga e todas as formas de vida talvez a demência tenha passado e então vamos conseguir sentir o real odor das coisas do mundo.
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