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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Um pouco sobre política ...

Ontem houve uma manifestação em no centro de Limeira acerca dos recentes acontecimentos políticos na cidade. Alguém durante sua fala disse estar descrente na política brasileira, outros destacaram o pequeno número de pessoas presentes na ocasião e destacaram que a crise na prefeitura de Limeira não se isola na figura do prefeito Silvio Félix. Bem, foram muitos pontos abordados e questões levantadas, as quais, não se limitam ao tempo-espaço de uma manifestação. Bem, fica cada vez mais claro que a crise na prefeitura de Limeira está inserida em um contexto maior da política nacional brasileira. Essa política partidária envolvida por uma estrutura corrompida em seus princípios por permitir a existência de coligações e alianças tão esquizofrênicas que beiram o ridículo. Existem várias formas de se fazer política e mesmo aqueles que não participam ativamente da forma dominante não significa que não fazer parte, isso porque, na sua ausência o mundo não pára e as ações do governo se materializam no espaço-tempo de cada indivíduo. Não é questão de se crer ou não na política brasileira, pois, ela existe e se somos contrário a forma como ela se faz devemos sim é pensar, propor uma nova forma de estrutura de governança. Porque o que está em questão é a estrutura montada, cheias de incoerências, brechas e esquemas já montados para os que entram e os que saem. Por exemplo, o que são os cargos de confiança? Tais cargos permitem aos partidos que se organizem e montem seus esquemas de governança com maior força política desde de cargos "menores" como no caso de prefeituras, como cargos "maiores" no caso dos ministros. Para se estabelecer uma governança com maior teor politico-administrativo livre de esquemas partidários de governança seria necessário se eliminar tais cargos. Assim como também deve ser revisto os altos salários dos políticos, os quais muitas vezes, abusivamente e absurdamente promovem aumentos para si próprios. Afinal de contas, quem vigia os vigilantes? Quem comanda aqueles que comandam? Deve ser pensado uma forma de regulamentar essa questão dos salários e seus aumentos. Outro ponto importante a ser destacado é com relação a conscientização política de cada indivíduo. Essa conscientização se dá por vários modos, mas um em especial nós não podemos esquecer e que não foi tocado durante a manifestação de ontem. Falo da educação, da crise educacional em que nosso sistema está mergulhado e que a população em geral parece não perceber ou não quer mesmo se importar com o rumo da educação brasileira. O sucateamento do sistema educacional é gritante, chegará o momento em que o Estado anunciará que não mais mais fornecer educação gratuita e que todos deverão pagar para ter seus filhos na escola. Nesse momento talvez o povo passe a olhar para essa questão com mais cuidado, com maior atenção. Mas essa falta de postura política, esse tédio político que parece prevalecer na maioria dos indivíduos para estar relacionados a essa crise na educação que está posta e também ao modelos educacional adotado que se torna cada vez mais técnico e menos reflexivo. Não que a técnico seja algo ruim, mas tanto a técnica quanto a reflexão de seu uso devem caminhar lado a lado sem um subjugar o outro. um último ponto que quero compartilhar é com relação a questão de escala de representatividade política que nós temos. O cargo político que nos é mais próximo, aquele que, em termos de escala, está mais ao nosso alcance é o cargo de vereador. Só que essa "proximidade" tem suas variações em função do tamanho e número de habitantes da cidade e muitas vezes o cidadão ainda se sente distante daqueles que o representam por não conseguir estabelecer ou sentir-se próximo dos espaços de decisão de seu município. Uma forma de aproximar os indivíduos dos espaços de decisão (e vise-e-versa) seria institucionalizar as associações de bairros, tendo seus cargos definidos pelos moradores e espaços públicos próprios para a realização de assembleias e discussões. Acredito que cada bairro ao ter um espaço (prédio) com uma organização de pessoas representativas do bairro que chamem, divulguem, discutam e promovam o debate político e que as deliberações ali tiradas tivessem seu peso político reconhecido nas câmeras dos vereadores municipais possa ser uma forma de aproximar e potencializar o fazer político de cada indivíduo trazendo os debates aos seu bairro, à sua casa.

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